Antes de sermos gerentes, sejamos usuários.

Bebês no computador

O Lula foi um bom presidente por continuar sendo homem do povo.

Com essa frase abro meu post e, independente da sua visão política, você vai concordar comigo que isso faz toda a diferença no momento de tomar decisões.

Antes dos comentários falando sobre a frase, ela não foi dita por mim. Escutei ela em um especial sobre o Lula passado pela Bandeirantes.

Lula - O Presidente do povo

Por ser um blog sobre marketing, esse post não poderia ser diferente e irei abordar essa frase com um olhar de “gerente” e tentar ajudar a você e sua equipe a pensar como “homem do povo” para melhorar seus projetos.

A questão é que, ainda no meio político, muitos tomam posses de seus cargos e simplesmente esquecem por que foram eleitos e o que deveriam fazer em seus cargos. Deixam de se preocupar com interesses da sociedade e passam a olhar para seus objetivos pessoais, que em 99,9% dos casos é única e exclusivamente enriquecimento.

No marketing, principalmente na área digital, quando temos um projeto, seja criação de site, um aplicativo ou uma campanha de links patrocinados, temos que lembrar que somos também consumidores.

Eu gosto de brincar que me uso como rato de laboratório para saber como desenvolver melhor meus projetos perante o público final. Quando eu acesso um site de um concorrente que estou analisando não fico com olhar puramente técnico, tento refletir “o que estou sentindo ao ver esse site? O que ele me passa? O que eu gostei e por quê?”.

Responde a essas perguntas não com estatísticas e teorias, mas com um simples “esse fundo azul deixa mais suave e não me gerou insegurança ao navegar”. Isso me permite ter um olhar de usuário no momento de criar o meu projeto. Isso me faz lembrar que sou “gente do povo” e preciso fazer os projetos para “gente como eu”. Lógico, não deixo de fazer as análises técnicas.

Sabemos que o usuário NUNCA sabe o que você sabe e você NUNCA irá saber o que o usuário sabe. Apesar de ser redundante, essa frase é quase sempre esquecida no momento da criação de sites, aplicativos, etc. Faça o óbvio, pois ele muitas vezes é esquecido.

Bebês no computador

Tente criar um personagem com o perfil do seu usuário/público. Interprete o que ele vai pensar e como fazer ser melhor e mais fácil de usar ou de entender o seu site, campanha, aplicativo, etc.

Não é necessário ser nenhum “Lima Duarte” para criar o personagem e pensar como usuário, lembre-se que você também é usuário quando entra em sites que você não fez ou usa aplicativos que não desenvolveu.

Faça sua experiência como usuário contar no momento do desenvolvimento do projeto. Para quem é de TI a dificuldade é grande, ainda mais se eles vão programar. Mas se você está coordenando o projeto, não deixe que o óbvio seja esquecido. Coisas como botão fechar, imprimir, entrar, campos de busca, fontes legíveis, etc. não podem ser deixados de lado.

E uma dica – já muitas vezes dita – a ser usada, depois de muitas horas focado em um único projeto é PARE! Tome um café, leia um blog – eu prefiro nessas horas blogs de humor – e depois sim volte ao projeto. Seus olhos vão estar descansados e prontos para ver defeitos que você não estava enxergando.

Agora, independente da sua visão política, não esqueça, “Seja homem do povo“.

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