Camelô? Não, microempresário em fase de crescimento.

Hoje, como tem sido em minha batalha diária, mais uma vez ônibus lotado, muito calor e vendedores de bala atrapalhando a viagem de quem consegue fechar os olhos.
Há algum tempo venho reparado nas diferentes abordagens dos vendedores e pedintes que surgem nos ônibus. Quem pega ônibus em um horário regular sabe a rotina da viagem e acaba “conhecendo” os vendedores de cada ponto de engarrafamento.
No trajeto que faço para ir ao trabalho passo por uma rua onde, em geral, está com trânsito parado, ou seja, lugar ideal para o ganha pão de muita gente. Nesse ponto, quatro vendedores revezam nos ônibus, cada um com sua abordagem, mas apresentando o mesmo produto: balas!
Dois são irmãos e tentam vender produtos diferentes, não sei se tentam criar um mercado sem concorrência entre eles. Os outros dois nada tem a ver um com o outro.
Os números nas vendas são visíveis se observamos as compras feitas no ônibus e também pela postura de cada vendedor.
Enquanto em um extremo temos um que se apresenta relativamente sujo, mal vestido e que não apresenta o produto, na outra ponta temos um verdadeiro vendedor! Ele entra no ônibus falando “excuse me, my lady” e começa sua apresentação. Cita as qualidades da bala, fala que é vendida até no Ceará, brinca com os clientes tentando falar Inglês e por ai vai. Sem contar a apresentação. Enquanto os outros 3 “concorrentes” andam de chinelo, ele está sempre de tênis e com roupa adequada para o tipo de venda. Não é muito difícil descobrir quem vende mais bala. Segundo o vendedor, vende tudo antes do meio-dia, e ganha o suficiente para na parte da tarde não ter que trabalhar. Já os outros…
Além desse caso acima, já observei diversos vendedores e posso falar com tranquilidade que “simpatia vende produto”. O título do post é uma frase que ouvi em um ônibus e marcou o início dessa minha análise. Um senhor negro, aparentando 40 anos, com roupa social e um saco de balas na mão entrou no ônibus, dirigiu-se a frente de todos e com voz firme falou:
– Boa tarde. Antes que pensem, não sou camelô, não sou ambulante nem vendedor de balinha. Sou um micro empresário em fase de crescimento.
Iniciando assim sua venda conseguiu conquistar, sem dúvidas, boa parte dos potenciais consumidores ali presentes, isso inclui a mim. Não lembro quanto, mas sei que vendeu o bastante para, naquele ritmo,  em mais alguns ônibus acabar com o estoque.
Com uma simples observação do nosso meio, conseguimos ver que nem sempre uma ação de marketing super bem elaborada é necessário para conquistar o cliente. Lógico que falando de empresa, uma super ação de marketing bem elaborada faz a diferença, mas o que quero dizer é que muitas vezes pensamos, inventamos e recriamos coisas sem perceber detalhes pequenos.
A simpatia que os vendedores apresentam na sua loja vai fazer a diferença, seja a sua loja com o preço mais baixo ou alto do mercado.
Ouvi recentemente a frase:
– Vamos começar a treinar marketing pelo segurança que fica na portaria.
Particularmente acredito nesse conceito. Marketing não é fazer a estratégia, mandar para a gráfica e analisar os resultados. Marketing é interação humana, comunicação, pessoas.
Não podemos deixar de lembrar quem está na outra ponta. Pensar em quem vai ler, ouvir, ver ou sentir nossas ações e estratégias. Eles são o objetivo. Em um mundo cada vez mais 2.0 faça diálogo e não monólogo com seus clientes. Entenda e deixe eles livres para pensar. Faça seu cliente sorrir ao ver sua marca, sem dúvida, será um dos melhores posicionamentos que sua empresa vai conseguir.

Hoje, como tem sido em minha batalha diária, mais uma vez ônibus lotado, muito calor e vendedores de bala atrapalhando a viagem de quem consegue fechar os olhos.

Há algum tempo venho reparando nas diferentes abordagens dos vendedores e pedintes que surgem nos ônibus. Quem pega ônibus em um horário regular sabe a rotina da viagem e acaba “conhecendo” os vendedores de cada ponto de engarrafamento.

No trajeto que faço para ir ao trabalho passo por uma rua onde, em geral, o trânsito fica parado, ou seja, lugar ideal para o ganha pão de muita gente. Nesse ponto, quatro vendedores revezam nos ônibus, cada um com sua abordagem, mas apresentando o mesmo produto: balas!

Dois são irmãos e tentam vender produtos diferentes, não sei se tentam criar um mercado sem concorrência entre eles. Os outros dois, nada tem a ver um com o outro.

Os números nas vendas são visíveis se observamos as compras feitas no ônibus e também pela postura de cada vendedor.

Enquanto, em um extremo, temos um que se apresenta relativamente sujo, mal vestido e que não apresenta o produto, na outra ponta temos um verdadeiro vendedor! Ele entra no ônibus falando “excuse me, my lady” e começa sua apresentação. Cita as qualidades da bala, fala que é vendida até no Ceará, brinca com os clientes tentando falar Inglês e por aí vai. Sem contar a apresentação. Enquanto os outros 3 “concorrentes” andam de chinelo, ele está sempre de tênis e com roupa adequada para o tipo de venda. Não é muito difícil descobrir quem vende mais bala. Segundo o vendedor, vende tudo antes do meio-dia, e ganha o suficiente para, na parte da tarde, não ter que trabalhar. Já os outros…

Além desse caso acima, já observei diversos vendedores e posso falar com tranquilidade que “simpatia vende produto“. O título do post é uma frase que ouvi em um ônibus e marcou o início dessa minha análise. Um senhor negro, aparentando 40 anos, com roupa social e um saco de balas na mão entrou no ônibus, dirigiu-se a frente de todos e, com voz firme, falou:

– Boa tarde. Antes que pensem, não sou camelô, não sou ambulante e nem vendedor de balinha. Sou um microempresário em fase de crescimento.

Iniciando assim sua venda conseguiu conquistar, sem dúvidas, boa parte dos potenciais consumidores ali presentes, isso inclui a mim. Não lembro quanto, mas sei que vendeu o bastante para, naquele ritmo,  em mais alguns ônibus acabar com o estoque.

Com uma simples observação do nosso meio, conseguimos ver que nem sempre uma ação de marketing super bem elaborada é o necessário para conquistar o cliente. Lógico que falando de empresa, uma super ação de marketing bem elaborada faz a diferença, mas o que quero dizer é que muitas vezes pensamos, inventamos e recriamos coisas sem perceber detalhes pequenos.

A simpatia que os vendedores apresentam na sua loja vai fazer a diferença, seja a sua loja com o preço mais baixo ou alto do mercado.

Ouvi recentemente a frase:

– Vamos começar a treinar marketing pelo segurança que fica na portaria.

Particularmente acredito nesse conceito. Marketing não é fazer a estratégia, mandar para a gráfica e analisar os resultados. Marketing é interação humana, comunicação, pessoas.

Não podemos deixar de lembrar quem está na outra ponta. Pensar em quem vai ler, ouvir, ver ou sentir nossas ações e estratégias. Eles são o objetivo. Em um mundo cada vez mais 2.0, faça diálogo e não monólogo com seus clientes. Entenda e deixe-os livres para pensar. Faça seu cliente sorrir ao ver sua marca, sem dúvida, será um dos melhores posicionamentos que sua empresa vai conseguir.

Banca do David
Banca do David

3 thoughts on “Camelô? Não, microempresário em fase de crescimento.

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