Google aposta em um internet aberta, mas não de graça

Segundo informações da imprensa norte-americana, o Google elaborou uma proposta para estabelecer um sistema de pagamentos por acesso a notícias na internet. O objetivo é ajudar a reduzir problemas financeiros de diversos veículos de comunicação.

A companhia esboçou um plano de cobrança para ler artigos jornalísticos na rede em resposta a um pedido da associação de jornais dos Estados Unidos (NAA, na sigla em inglês) e que veio a público por meio da Fundação Nieman da Universidade de Harvard.

No documento do Google, a empresa aposta por uma internet “aberta”, mas não necessariamente “de graça”, na qual a publicidade continuaria sendo a maior fonte de receitas para os veículos de comunicação, embora reconheça que um serviço de assinatura representaria “uma importante fonte de renda adicional”.

“Um bem-sucedido sistema de pagamento por conteúdo pode aumentar as oportunidades publicitárias, em vez de substituí-las”, diz o texto.

De acordo com o Google, as buscas por informação deverão continuar gratuitas, seja o conteúdo pago ou não. No caso de assinaturas, se recomendaria estabelecer uma conta única que desse acesso a diferentes artigos de diferentes veículos de imprensa.

O sistema é similar ao estudado por diversas empresas do setor jornalístico nos EUA. A gigante News Corporation, do magnata Rupert Murdoch, já entrou em contato com os principais jornais do país para iniciar um programa de cobrança pela leitura de artigos na internet.

O plano da News Corporation consistiria em criar um consórcio integrado por líderes no setor como “The New York Times”, “Washington Post” e Hearst Corporation a fim de estabelecer um mecanismo comum para seus conteúdos digitais, tanto para a web quanto para dispositivos portáteis.

A aceitação do Google de propor assinaturas para acesso a certas notícias foi tida como surpreendente devido às más relações da empresa com os principais veículos de imprensa americanos.

Durante os últimos meses, as principais empresas de comunicação dos EUA foram muito críticas com o Google, companhia à qual acusam de se beneficiar da distribuição de notícias escritas por outros meios sem que estes recebam compensação por isso.

O Google se defendeu alegando que, com seu sistema de busca de notícias sem restrições, reencaminha os usuários para as edições digitais dos jornais.

Fonte: Folha Online

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