Hora do Plante, um ato simbólico, só simbólico

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Um movimento que ocorre há algum tempo é a Hora do Planeta, que para quem não sabe, tenta mobilizar a população em prol da sustentabilidade. O maior objetivo é alertar sobre o gasto “desnecessário” de energia e conscientizar as pessoas a economizarem.

Isso é muito bonito na teoria, coisa para ficar emocionado (#NOT) ao ver todos desligando as luzes da sala. Mas eu te pergunto, e aquela “pequena” empresa multinacional que em uma hora gasta mais energia do que eu em 3 meses, está aderindo a hora do planeta?
Aquecimento Global

Minha inquietação sobre o assunto é simples, vemos grande multinacionais falando de sustentabildade, humanização, mas na prática elas nem pensam em fazer isso.

Olhei a lista de empresas que aderiram a hora do planeta e, apesar de ser uma lista grande, vi poucas empresas com proporções nacionais.

A lista gigante tem, por exemplo, escolas. Será que a escola realmente estava com tudo aceso no sábado, às 20:30h? É duvidar da minha inteligência falar que eles estão aderindo o projeto em prol da sustentabilidade, quando na verdade eles só vão fazer isso porque não prejudica o negócio deles.

E se você concordou fácil que uma escola ou universidade não estaria com tudo aceso, apesar de não ter aula, passem em frente a UERJ, por exemplo, e descubram que lá, as luzes nunca apagam.

Não estou querendo ser radical nem vou deixar de “fazer o meu papel” ao desligar minhas 2 lâmpadas eletrônicas, que já consomem menos, durante a hora do planeta, mas será que EU, um simples mortal, sou o vilão do aquecimento global?

Alguns podem dizer “se cada um fizer a sua parte, a gente consegue“. Ok, concordo, mas será que as empresas, as verdadeiras culpadas, vão fazer a sua parte? Será que a Ford vai desligar por uma hora, durante seu horário de funcionamento (lógico. Se não não conta, como na escola), a sua produção de carro para “pensar no planeta”?

Acredito que existe muito estudo para deixar o carro mais rápido, mais elegante, mais potente, mas quantos anos demoramos para pensar em um carro elétrico e quantos anos mais vamos esperar para que isso esteja nas ruas substituindo o modelo que gera milhões com a venda do petróleo?

Não quero mudar sua cabeça, provavelmente não vou conseguir, mas acredite, você não é o vilão pelo aquecimento global. Como diz o Rafinha Bastos “não é por escovar os dentes bem que a água do mundo vai acabar” (ouvi ele dizer isso em um vídeo do Youtube, mas não consegui achar novamente).

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