Pesquisas, até quando confiar nelas?

Se você ler meus post verá que falo muito sobre perguntar o que o consumidor quer, pesquisar sobre seu público, levantar dados sobre mercado. Não mudo minha posição sobre isso, mesmo com certos fatos que tenho visto.

Em ano eleitoral as pesquisas ganham destaque a mídia. É praticamente um dos principais fatores estratégicos dos partidos é a análise de como está o seu candidato. Muitas pessoas são contra as pesquisas eleitorais por afirmarem que influência o eleitor, outros são a favor pois isso permite entender como está a sociedade e fazer uma análise sobre os candidatos que estão na frente.

Apesar de acreditar na influência que essas pesquisas criam, não sou contra o uso desses dados pelos partidos políticos.

Resultados de pesquisa

Meu post hoje, apesar de falar sobre pesquisa não é especificamente sobre a pesquisa eleitoral, mas sim sobre pesquisas de um modo geral.

Tenho visto algumas pesquisas sendo exibidas nos jornais e revistas e exibindo os resultados sem uma compreensão total por parte da população.

Um caso que vejo são pesquisas sobre obesidade no Brasil. Não sei exatamente o que está influenciando a grande quantidade de estudos sobre isso, mas o fato é que tem aparecido de forma constante da mídia e influenciando de forma “errada” muitas pessoas.

Os resultados são apresentados como “a população brasileira está acima do peso”, porém acima do peso é uma grande diferença entre obesidade. Porém essa diferença não é abordada pelos jornais e revistas que divulgam essas pesquisas.

Meu medo sobre esse tipo de apresentação de resultados, não so na sociedade, mas também em empresas, é que a interpretação errada desses dados pode gerar mais problemas do que solução.

Um outro problema que podemos identificar em pesquisas – ou apresentação de dados – é a análise dos dados de forma separada/individual. Um número positivo pode ocultar um problema na sua empresa – ou na sociedade – , bem como um número negativo (como o da obesidade brasileira) pode cobrir o problema da desnutrição e falta de recursos das regiões Norte e Nordeste.

Na última semana fiz uma apresentação de resultados para um cliente e frisei durante a apresentação “não vamos focar em apenas uma informação. Vejamos todos os dados e a influência que um tem sobre o outro. A partir dai poderemos tirar nossas conclusões”.

Para fechar e ilustrar o post irei colocar um comercial da Folha de São Paulo. Provavelmente você já viu ou ouviu falar sobre esse comercial, mas vale rever e analisar ele sobre o contexto do post.

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