Quer acumular dinheiro para quando for velho?

Qualidade de vida

“Você não pode simplesmente pedir para o gordo para de comer. Esse é o prazer dele. O magro não come pois seu prazer é se ver em forma, o do gordo é comer!”

E o que essa frase tem a ver com dinheiro e qualidade de vida? Muito mais do que parece.

Nos últimos 2 anos tenho lido muito sobre investimento, acumular dinheiro, construir fortuna a longo prazo, etc. Li alguns livros, muitas matérias, posts e artigos sobre o assunto, mas nenhum deles se tornou realmente viável de ser seguido.

Com todas as leituras e refletindo sobre o assunto com bastante frequência, muitas vezes em conversa com amigos, cheguei a um ponto – que não digo ser “conclusivo” pois quando se trata de ideias prefiro acreditar que ela não seja conclusiva – em que entendo que ser rico é viver com qualidade de vida, independentemente do valor que isso custe.

Na maioria dos artigos e livros a formula é  juntar dinheiro, fazer investimentos que gerem rendimentos e em X anos terá um montante acumulado. Pois bem, a menos que você tenha uma finalidade específica para esse montante – por favor, não fale comprar uma casa! – será que vale fazer cortes e sacrifícios ao longo de anos para juntar um montante e gasta-lo quando “velho”? E se você nem chegar a desfrutar desse montante, valeu cada centavo economizado?

Temos uma cultura que reverencia quem tem muito dinheiro, mas ao mesmo tempo, quando vemos alguém que desfruta da vida viajando, conhecendo lugares, pessoas, experiências, sentimos inveja e não entendemos como essa pessoa consegue fazer isso “sem dinheiro” – ou sem ser rico.

Sabe aquela história de “a pessoa mora em uma comunidade, com a casa mal acabada, mas não deixa de fazer o churrasco no fim de semana”? Pois bem, voltamos para o primeiro parágrafo onde falo do prazer do gordo. Fazer o churrasco é a qualidade de vida dessa pessoa. Não adianta ela deixar de fazer o churrasco por 40 anos, economizar e investir esse dinheiro, ela não vai ser rica e possivelmente será infeliz (não vamos levar o fator sorte em consideração).

Ter dinheiro é importante, principalmente para desfrutar de alguns benefícios, mas a qualidade de vida não necessariamente está vinculada a sua conta bancária. A qualidade de vida está ligada ao seu modo de viver.

Os estereótipos que lemos diariamente nas revistas e jornais não vão mudar, mas quando você consegue desfrutar de modo saudável o que as suas posses lhe permitem, além de você ser feliz, é mais provável que você possa progredir até no trabalho. Digo isso, pois uma vida feliz permite um caminho mais curto para atingir o sucesso, ou até faça parte de ter sucesso.

Enquanto refletia antes de escrever esse texto e agora, enquanto escrevo, lembro de muitas coisas, até piadas, que dizem o mesmo que estou escrevendo, só que de formas diferentes. O engraçado é que nem sempre conseguimos entender ou chegar até o ponto em que cheguei. Não sei se é o certo, nem se chegarei a pontos futuros com base nesse pensamento, mas por enquanto, acredito em qualidade de vida e não em R$1.000.000,00 na conta bancária aos 60 anos.

Sobre a frase que abre o texto, ouvi de uma amiga que trabalhou na Núcleo.

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