Uma sugestão para o futuro do jornal

Futuro-do-Jornal-Impresso

Não é de hoje que sabemos de histórias falsas que são recontadas como verdadeiras. A mídia de massa está acostumada a criar fatos para vender jornal e isso não vai mudar com a internet.

Vemos a exploração de fatos absurdos nas TVs e nos jornais impressos, mas vemos também perguntas como “O homem foi realmente na lua?” pairando sobre milhões de mentes ao redor do mundo. Temos culturalmente a tendência a só acreditar no que vemos, porém quando vemos pela televisão é o suficiente para acreditar, mesmo que seja coisa de filme.

Homem pisou na lua

Recentemente o caso da morte do Osama Bin Laden levantou algumas questões sobre qual a credibilidade das notícias divulgadas. Não acredito que seja 100% verdade, mas também acho que não é 100% mentira. Diversas teorias da conspiração são criadas, mas o fato é que não se pode provar e acreditar na mídia é mais fácil.

Alguns fatos engraçados como os seis dedos da Daniela Cicarelli criado pelo prgrama Pânico na TV, também geram dúvida em muita gente, mesmo sendo desmascarado e explicado que era apenas uma brincadeira.

Assistindo televisão, vi um comercial do jornal Estadão, onde a assinatura para ler o conteúdo no IPad era de 29,90. Minha pergunta é, “vou pagar 29,90 e eles vão me dizer o que é ou não verdade?“.
Com as diversas ferramentas os computadores e a internet nos fornecem é fácil criar uma falsa verdade e estampar em capas de portais como Globo e UOL uma imagem criada em Photoshop. Será que com o pagamento de uma mensalidade para o jornal estarei protegido dessas falsas verdades?

Jornais de todos os tipos

Agora, ligado ao título do post eu levanto uma possibilidade para o futuro dos jornais impressos ou não: pagaremos pelo jornal para que ele venha com conteúdo filtrado.

Não adianta o Estadão, por exemplo, dizer que tem canais exclusivos para assinantes e esses canais falarem sobre turismo, culinária e esoterismo se eu não me interessar por esses assuntos. Também não adianta dizer que terei notícias exclusivas porque hoje, com a facilidade da comunicação e distribuição de conteúdo, é irreal acreditar em notícia exclusiva.

Quem usa o Twitter sabe que o número de informações que chegam é muito grande, e é necessário saber filtrar e usar as informações para que elas sejam produtivas na sua vida. Ler tudo que chega não faz seu conteúdo ser melhor ou pior, saber usar e filtrar sim.

Jornal impresso no Ipad

Acredito que os jornais passarão por uma mudança não só do papel para o digital, mas também de conteúdo genérico para segmentação.

Eu pagaria por um jornal que me desse as informações exatas que preciso durante o meu dia, mas não pagaria um jornal que tenha uma área dedicada a novelas, fofoca de famosos, esoterismo, classificados, piadas e jogos.

Não acho sustentável a ideia de vender conteúdo exclusivo. É tão fácil compartilhar as coisas que me vender isso é pedir dinheiro de graça.

As revistas impressas, que são mais caras que o jornal impresso, já tem esse foco em informações segmentadas e acho que é um caminho digitalizar esse conteúdo. Já os jornais precisarão aprender a filtrar as informações antes de vendê-las.

One thought on “Uma sugestão para o futuro do jornal

  1. Você não precisa pagar para noticias genéricas, afinal, o G1 já está disponível pra tablets ( http://ow.ly/4Tycc ) – pelo menos, te disponibiliza priorizar informações e te dá a opção por regionalização. rs.

    Concordo integralmente com o artigo. Acrescento somente os itens “custo beneficio” e “qualidade de conteúdo por segmentação de noticia”.

    – Quanto a custo beneficio: leio uma infinidade de revistas da editora Abril (que estão também disponíveis para compra em seus respectivos aplicativos) – EXAME, Alfa, etc – Mas seu custo digital é o mesmo preço quando não maior que a revista física (e ocupa, em média, 260Mb de espaço de disco). Estatísticamente comprovado que mershans e propagandas em revistas digitais tem um nível de aceitação infinitamente maior do que as convencionais e, hoje, tanto as empresas quanto as editoras sabem disso, e a margem de lucro das revistas digitais vão aumentando, mas mesmo assim, o custo benefício de uma revista digital ainda esta muito baixo.

    – Quanto a qualidade de conteúdo por segmentação de noticia: Acredito que há pouca mão de obra especializada pra determinada segmentação de notícia, ao ponto que blogs “amadores” fazem um melhor trabalho que muito portal de renome, ou seja, faltam lideranças ou intermediadores que tenham o know how abrangente de determinado gênero de noticias, assim pode-se ver a procedência da mesma e só assim publica-la. Fica cada vez mais difícil saber o que realmente aconteceu ou deixou de acontecer, as fontes não são mais tão seguras.

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